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Azeitona Branca, ressurreição da lenda

Por - Joenio Dessaune.

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Azeitona Branca - Ressurgimento de uma espécie rara.

Espécie cultivada por monges para produzir óleo utilizado para fins religiosos, a azeitona branca tem características interessantes e seu azeite é mais leve e transparente.

A oliveira, símbolo da Calábria, nunca deixa de nos surpreender. Agricultores italianos redescobriram na região, precisamente nas províncias de Cosenza e Reggio Calabria, uma das espécies mais raras: a leucocarpa, ou a azeitona branca. Também chamada de leucolea (que significa “óleo branco”), a espécie é uma variedade de azeitona que é caracterizada por pequenos frutos que, durante o amadurecimento,

assumem uma cor branco-marfim e há alguns anos foi encontrada nas proximidades das fazendas que antes pertenciam aos mosteiros, muito difundidos na região da Calábria entre os séculos VII e X.

As quatro espécies reencontradas de Leocarpa, graças aos olivicultores e agrônomos, foram salvas e reproduzidas com novos processos de enxertos, dando vida a essas belas e antigas espécies. Na pesquisa, ainda em andamento, as mudas de leucolea são encontradas em alguns viveiros da região e em produtores autônomos cadastrados. A caracterização genética estabeleceu que pertence a uma cepa única, cuja propagação limitada é provavelmente devida a propagação incômoda. Em seguida, os agricultores cuidam bem dessas oliveiras, que durante a estação frutífera dão um efeito estético arrebatador, que de acordo com um estudo conduzido por Muzzalupo com outros pesquisadores do CREA e da Universidade da Calábria, é devido a um "desligamento" de flavonóides e antocianinas. Ou seja, essa é a única variedade que permanece branca em qualquer estágio da maturação.

Fins Religiosos

Conforme relatam fontes históricas, os monges foram os responsáveis pelo plantio e provavelmente cuidaram dessas oliveiras para usá-las em suas atividades. É por isso que a Leucocarpa era cultivada perto dos conventos e mosteiros, onde seu azeite, depois de receber uma bênção, era destinado aos sacramentos e outros ritos religiosos além de usado para ungir os governantes durante a cerimônia de coroação.

O óleo de leucoléia é muito claro e também era chamado de “óleo de crisma” e era usado em atos litúrgicos para ungir sacerdotes e altos cargos imperiais bizantinos, em cerimônias de coroação de imperadores e, sobretudo, como óleo sagrado em atos religiosos, como batismo, confirmação e unção dos enfermos.

Além disso, o precioso óleo de leucolea também era usado para alimentar as lâmpadas em lugares sagrados. Exatamente por produzir pouca fumaça ao ser queimado.

 

 Devido à cor branca das frutas, que na cultura ocidental simboliza pureza, acabou sendo utilizada principalmente para fins religiosos.- Innocenzo Muzzalupo, CREA-OFA

 

Ainda é cedo para falar em produção de larga escala, mas o azeite da leucarpa certamente ganhará os melhores restaurantes da Europa e do mundo.

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