Sobre a Mesa

Hot Dog: Das docas à elite.

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Hot Dog mais caro do mundo U$ 2,3 mil dólares, no 230 Fifth, NY.

O mais querido pela criançada e o mais esperados nas festas de aniversário, o Cachorro-quente (também conhecido pelo anglicismo hot dog) é um lanche que pode variar de um simples pão com salsicha e molho, até ter ingredientes finos ou mais próximos da realidade de uma região específica. O preço também varia e pode custar em uma towner por volta de R$ 5,00 ou em um foodtruck, R$ 20,00, existem versões mais elaboradas bem mais caras e que podem chegar a milhares de dólares dependendo dos ingredientes. Como por exemplo, o hot-dog mais caro do mundo, vendido por U$ 2,3 mil dólares, no 230 Fifth, um restaurante de Nova York, localizado na 5ª Avenue. O sanduíche mede 30 centímetros e tem uma salsicha de carne de boi da raça Wagyu, maturada no processo dry-age, com trufas negras. O pão é um brioche tostado com manteiga de trufa branca e mostarda francesa. O recheio leva cebolas caramelizadas com champgne Dom Perignon e vinagre balsâmico de 100 anos, chucrute caseiro refogado com champagne misturado a caviar, e relish caseiro de picles. E para finalizar folhas de ouro é colocada sobre a iguaria.

Criado em 1867 em Nova York, por um imigrante alemão chamado Charles L. Feltman que chegou aos Estados Unidos em 1856, e, como muitos imigrantes alemães, levou consigo o gosto pelas salsichas estilo Frankfurt (dachshund) que é muito comum na sua região de origem. Feltman, que era padeiro, abriu uma padaria no Brooklyn em 1865 e vivia entregando tortas, pães e sanduiches para os trabalhadores no bairro de Coney Island, e com a ajuda de um carrinho, também vendia frutos do mar. No fim da década de 1860, com a inauguração da ferrovia que ligava Coney Island ao Brooklyn, e com o aumento e variedade dos clientes, estes disseram a Feltman que gostariam de uma comida quente e não mariscos e sanduiches frios. Foi quando Feltman teve a idéia e chamou o fabricante do seu carrinho e pediu para ele adaptar um braseiro a carvão para “assar” as salsichas e uma caixa de metal para aquecer o pão e criou o “Red Hots” que levava também chucrute, um tipo de conserva de repolho. Naquele verão, Feltman vendeu quase 4 mil "Coney Island red hots" e a versão americana da especialidade alemã, criada à beira-mar, virou um sucesso. No seu auge, Feltman conseguiu produzir até 40 mil "red hots" por dia. Ele morreu em 1910, rico.

Nathan Handwerker, que trabalhou como cortador de pães no Feltman’s, e, encorajado por dois amigos abriu seu próprio negócio de Cachorro-Quente, em 1916. E, com o fechamento do Feltman’s em 1954, ficou sendo a única referência de cachorro-quente em Coney Island, onde se confunde com a história do Cachorro-quente.

A iguaria ganhou o mundo rapidamente e o cachorro-quente, mesmo sendo um prato típico é bem democrático, exige somente sua base: pão, salsicha e molho. Dependendo de onde você comprar, os opcionais podem variar radicalmente, tanto de país para país, como de região para região dentro do mesmo país. Nos EUA mesmo a variação é enorme. Aqui no Brasil não é diferente os ingredientes do recheio variam de estado para estado, podendo ser usado carne-moída, purê de batata, salpicão, uvas passas, ovo de codorna, picles, enfim, cada um tem sua receita de cachorro-quente.

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