Prato Principal

Queijo: O coringa da mesa

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Tábua de frios: Onde o queijo é a principal atração.

A arte da fabricação de queijos tem seu início perdido num passado remotíssimo, nada menos do que há 12 mil anos antes do nascimento de Cristo, num período conhecido como paleolítico superior. Segundo a lenda, o queijo teria sido descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei da Arcádia. Os egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Queijos feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em muitas tumbas egípcias. O queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficaria restrita aos mosteiros católicos e seus monges. Na Europa, os gregos foram os primeiros adotá-lo em seus cardápios, e o queijo era feito exclusivamente com leite de cabras e de ovelhas, animais que criados na época.

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Entretanto, os romanos foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão de seu Império eles levaram vários tipos a Roma. Elevaram o nível do queijo, transformando-o de simples alimento para uma iguaria indispensável nas refeições dos nobres e em grandes banquetes imperiais. Ao longo dos tempos, o queijo evoluiu até os que conhecemos hoje. E se tornou um produto de consumo de eleição com apreciadores espalhados pelos quatro cantos do mundo.

O queijo é produzido a partir da fermentação do leite. Ele pode ser obtido a partir do leite de vaca, ovelha, cabra, e outros mamíferos. O sabor, a técnica usada na fabricação, a defumação, o nível de gordura e a adição de agentes aromatizantes, como ervas e outros temperos, além de bactérias e bolores, é o que permite produzir os mais variados tipos de queijos. 

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No Brasil, o consumo por habitante cresceu de 4,7 quilos por ano em 2012, para 8 quilos em 2017. Somos o terceiro maior produtor de queijo no mundo. O Nordeste é expoente pelo queijo coalho produzido. Em Minas Gerais, a tradição queijeiras está em mais de 600 municípios, tornando o estado o maior produtor de queijos com suas 07(sete) regiões queijeiras, que são elas: região de Araxá; da Serra do Salitre; região de Serro; Campo das Vertentes, que produz queijos finos; região de São Roque de Minas, famosa pelo queijo canastra; Serrado; e Triângulo Mineiro. Nesse encalço vem o Espírito Santo com suas queijarias artesanais e laticínios que produzem os mais variados tipos de queijos que podem ser frescos como o Frescal, que é um queijo de produção rápida, até os maturados que podem durar muito mais tempo, como é o caso do parmesão que dura em média 01(um) ano sua produção.

Na gastronomia atual o queijo se faz presente em muitos tipos de receita desde cobertura e recheio para massas até nos mais variados molhos, bem como fazendo parte da receita em si como risotos e fondue. O fato é que puro como aperitivo, combinando com doces, fazendo parte de receitas ou harmonizados com vinhos e cervejas, o queijo tem seu lugar de destaque na gastronomia. E para tal, os mais diversos tipos de queijos têm suas qualidades e características respeitadas em cada utilização para propiciar uma harmozinação perfeita em nosso paladar.   

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Os principais tipos de queijo e sua utilização:

 

Queijo Ricota – Por ser um queijo que permanece firme mesmo depois de cozido, é muito usado em recheios de massas, panquecas, grelhas e patês.

Queijo Frescal – Fabricado do leite de vaca. É um queijo fresco delicado, consistência mole, com alto teor de umidade, sua massa é branca, seu sabor é suave e levemente ácido. É muito consumido em pães, sanduíches e doces

Queijo Minas Padrão – Tem a mesma base do Frescal, porém tem um tempo de cura (aprox. 15 dias). Sua utilização tem se assemelha e muito ao queijo frescal.

Queijo Mussarela de Búfala - De origem italiana da região de Campânia. É a receita original da mozarella. Sua textura macia, de sabor suave e massa filada é produzido em bolotas e armazenado no soro.

Quejio Mussarela – De origem italiana. A receita original era exclusivamente com leite de búfala, que devido a produção em grande escala passou a ser utilizado leite de vaca. Sabor levemente ácido, sua massa pode ser crua, semi-crua ou cozida (dependendo do fermento utilizado). Sua maturação é feita na própria embalagem. Muito utilizado em cobertura de pizzas e recheios de massas.

Queijo Cottage – Queijo de origem anglo-saxônica. É uma coalhada de queijo, muito utilizada em saladas e pães e em dietas.

Queijo Gorgonzola – é um queijo do tipo azul. É assim chamado devido ao processo de maturação, em que o mesmo é “atacado” por fungos. Sua massa é macia. Tem sabor intenso e levemente picante. Seu consumo se dá combinado em molhos e cremes, puros ou em canapés.

Queijo Brie – Queijo francês de textura macia e sabor suave e marcante. Combina com diversos pães, geleias, tábuas de frios etc.

Queijo Gouda – Queijo holandês, de textura macia e sabor suave com características amendoadas. Acompanha tábua de frios, pães, doces e utilizado também em molhos.