Prato Principal

SP reabre bares e restaurantes

Por - Joenio Dessaune.

whatsapp-image-2020-07-04-at-14.18.10.jp

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) assina protocolo para reabertura de bares, restaurantes — Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo.

Depois de 104 dias fechados devido a pandemia do novo CoronaVirus (Covid-19), a Capital  Nacional da Gastronomia reabre as portas de bares, restaurantes e cafés. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou neste sábado juntamente com outras autoridades e representantes de setores comerciais os protocolos para reabertura de bares, restaurantes e similares e outros setores econômicos. Os estabelecimentos de gastronomia poderão ser reabertos pois a cidade está classificada na fase 3 (amarela) no Plano São Paulo de flexibilização gradual.

Essa classificação permite além da reabertura de setores que estavam fechados, a ampliação do horário de funcionamento de atividades que já estavam liberadas na fase laranja, passando de 04 para 06 horas diárias.

"Já estamos praticamente há duas semanas com o índice na fase 03 amarela. O que nos permite reabrir bares, restaurantes, áreas de estética e beleza.” disse Covas em uma transmissão ao vivo pela internet.

Ainda segundo o documento, as praças de alimentação deve seguir o funcionamento dos Shopping Centers em que estiverem localizadas, que na fase amarela estão autorizados das 06 às 12 ou das 16 às 22:00h. 
 

Em entrevista à GloboNews, a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da capital paulista, Aline Cardoso, reafirmou que prevalece é a determinação estadual.

“A Prefeitura de São Paulo tinha um entendimento de que os bares e restaurantes poderiam funcionar até as 22h, porém nós estamos submetidos ao Plano São Paulo, submetidos ao governo do estado. Então deve prevalecer, isso já é uma decisão do Supremo que sempre a norma estadual deve se sobrepor à norma municipal. Se o governo do estado mudar, poderá ser mudado porque a Prefeitura já permitiu que seja até as 22h”, disse a secretária.

Capital da Gastronomia

 

O setor gastronômico tem uma grande importância para a cidade de São Paulo. Segundo dados do Observatório Gastronômico, os serviços que envolvem a gastronomia simbolizam quase 10% dos ocupados residentes em São Paulo, o que representa 400 mil pessoas.  O número de empregos formais do setor registrou um crescimento de 58% nos últimos dez anos, mas a informalidade ainda é uma das maiores na cidade, estimada em 44,5%, o que representa 165,8 mil pessoas. 

São mais de 15 mil restaurantes, deste 7.500 são pizzarias e outros 500 são churrascarias, fora os 52 tipos de cozinha típica dos mais variados países, só churrascaria são mais de 500. Bares são outros 30 mil, fora os cafés e ambulantes. O setor tem faturamento anual médio de R$ 31,9 bilhões por ano.

Mercado Municipal São Paulo/SP - A Capital da gastronomia. Foto: Banco de Imagens

Expectativas

81079466_2568318556548614_10412565596838

Chef  Alberto Alécio - Gastrô Pasta e Buffet. Foto: Arquivo Pessoal

Eu acho que é importante a retomada para o nosso setor, pois vários empresários estão fechando suas portas devido a paralisação, mas tem que analisar as normas com calma, pois um horário pré-estabelecido muitas vezes não será satisfatório. Então creio que precisamos analisar caso a caso. Acho importante a reabertura pela parte de sobrevivência da empresa, estamos passando por um momento que temos que nos reinventar, o que funcionava há 4 meses hoje não funciona mais, então para ter uma reabertura com sucesso. Para o nosso ramo de alta gastronomia é muito difícil trabalhar com delivery, a qualidade que será entregue para o cliente não é a mesma do restaurante, e esses 40% da capacidade do salão não será suficiente para suprir os custos e despesas do dia. Restaurantes que tem um cardápio muito extenso, pode acabar complicando, então acho que essa questão deve ser discutida pelos proprietários e seus chefs, um cardápio reduzido, que tenha uma saída melhor pode dar um resultado satisfatório.

O protocolo

O protocolo foi publicado na tarde deste sábado (4) em edição extra do Diário Oficial. Veja as principais regras para bares e restaurantes:

  • Ocupação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento

  • Distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas

  • Máximo de 6 pessoas por mesa

  • Proibição de consumo nas calçadas

  • Atendimento deve ser feito apenas para clientes sentados

  • Uso obrigatório de máscaras por clientes e funcionários no estabelecimento. (Apenas quando estiver sentado em sua mesa, o cliente poderá deixar de utilizar a máscara)

  • Proibir aglomerações

  • Disponibilizar álcool gel para higienização das mãos

  • Barreiras de acrílico devem ser instaladas nos caixas e balcões de alimentos.

  • Temperos e condimentos devem ser fornecidos em sachês

  • Cardápios deverão ser disponibilizados digitalmente ou em quadros na parede

  • Funcionários devem usar máscaras, viseiras de acrílico e luvas

  • Pratos, copos e talheres devem ser higienizados

  • Guardanapos de tecido estão proibidos

  • Ambiente deve ser submetido a um intenso processo de limpeza

  • Funcionários que apresentarem sintomas de síndrome gripal devem ser testados

  • Apoio a colaboradores com dependentes no período em que creches e escolas estiverem fechadas