Prato Principal

Bares e restaurantes

voltam a ser fechado em SP

Por - Joenio Dessaune.

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Fechado - Governo de SP eleva todo estado para a fase vermelha. Foto: Banco de Imagens.

A medida tomada pelo governador João Dória e pelo prefeito Bruno Covas são baseadas no Plano SP de enfrentamento ao COVID-19 devido ao aumento dos casos da doença no estado desde as festas de final de ano. SP entrará em fase vermelha todos os dias da semana.

O governo de São Paulo resolveu apertar o cerco contra o aumento da pandemia no estado. A partir de hoje (25) a fase vermelha valerá para todas as cidades do estado paulista a partir das 20hs, todos dos dias da semana. Nos finais de semana a medida vale para o dia e para noite. Essa medida vale para os serviços “não essenciais”, o que atinge diretamente os bares e restaurantes. Durante o dia o estado está dividido entre municípios em fase laranja e fase vermelha.

Segundo dados do governo, nos primeiros 22 dias de janeiro desse ano houve um aumento de 42% em relação ao mesmo período de dezembro de 2020. Foram ainda aproximadamente 65 mil novos casos e mais de 1000 óbitos.

Chef Adriano de Laurentiis, do restaurante Cais: "Nós que estamos seguindo todas as normas ficamos desamparados". Foto: Bruno Geraldi.

Chefs e donos de bares e restaurantes se reuniram na última sexta (22) em protesto contra tal medida, pois segundo eles o setor segue a risca os protocolos de segurança determinados pelo governo e pela OMS, com distanciamento, uso de máscara e álcool gel e não podem ser penalizados por quem não cumpre.

Uma das principais questões é que o fechamento e as ordens de restrição não estão sendo feitas de forma efetiva. Enquanto os bares e restaurantes estão sofrendo com todas normas, perdendo muito dinheiro e abrindo para salões vazios, você tem praias lotadas sem nenhum tipo de medida sendo tomada, comercio popular lotado no movimento de Natal, festas e locais funcionando clandestinamente sem se preocupar com a disseminação da doença. Nós, que estamos seguindo todas as regras impostas, tanto por real preocupação com a saúde da nossa equipe e dos nossos clientes quanto por medo de sermos multados, ficamos desamparados, quase sem poder trabalhar. Isso tudo sem receber qualquer tipo de contrapartida do governo, seja na isenção de impostos ou ajuda na folha de pagamentos por exemplo. Além disso tudo, as medidas são tomadas da noite pro dia, sem transparência por parte dos órgãos responsáveis, o que nos deixa sem norte para qualquer tipo de planejamento a médio ou longo prazo, tendo que mudar nossa operação quase que semanalmente”, desabafa o Chef Adriano de Laurentiis, do restaurante Cais.

Chef Soraia Marracini: "É um absurdo tem um monte de gente sendo mandado embora, um monte de restaurante fechando as portas". Foto: Marcelo Moryan.

No ES

 

Prefeituras de outras partes do Brasil também adotam medidas mais rígidas e causa preocupação e revolta em chef e donos de restaurantes, como é o caso de Guarapari onde a prefeitura também restringiu o funcionamento de bares e restaurantes no período noturno e nos finais de semana.

Imagina meu amigo, que em pleno janeiro estou tendo que encerrar minha cozinha às 21hs, fechamos o restaurante na cara 30, 40 pessoas querendo entrar. As pessoas ficam revoltadas com a gente. No domingo temos que fechar as 16hs, a cozinha para as 15:30hs. Estou trabalhando de 19:00 às 21:30hs, é um absurdo, um monte de gente sendo mandado embora, um monte de restaurante já fechou na Praia do Moro. Está horrível a situação”, nos conta a Chef Soraia Marracini, proprietária da Casa Marracini, em Guarapari/ES.

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Restaurantes fechados - o setor da gastronomia amarga prejuízos e demissões. Foto: Banco de Imagens.

Em nota publicada em seu site, a ANR (Associação Nacional de Restaurantes) diz que: “(...)A ANR defende a vida, a saúde de todos os brasileiros e, reitera, orienta bares e restaurantes a cumprirem rigorosamente todos os protocolos de higiene. A entidade reconhece também os esforços feitos pelo governo estadual para a vacinação. Mas não é mais possível suportar tamanha insensibilidade com o setor, com a aplicação de medidas ainda mais restritivas, quando se percebe que a real razão do aumento de casos, segundo os mais renomados infectologistas do país, são as praias lotadas no verão e as festas clandestinas que permanecem sem fiscalização”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico nos informou que o governo segue a recomendação do Centro de Contingência do coronavírus e diz que: “O Governo de São Paulo mantém canal aberto com todos os setores da economia e representantes de associações. Reforça também que atua com plena responsabilidade e transparência no combate e controle do coronavírus, sempre amparado pela ciência.

Na fase laranja, restaurantes podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento às 20h. Já bares podem trabalhar apenas com sistema de delivery, drive-thru e take away (retirada). O consumo local está proibido.

A decisão de permitir apenas atividades essenciais após as 20h e até as 6h em dias úteis, e integralmente nos finais de semana, foi adotada após recomendação do Centro de Contingência do coronavírus, com o objetivo de evitar aglomerações e a disseminação da doença.”

 

A Prefeitura de Guarapari/ES apenas disse, em nota, que: “A Secretaria de Postura e Trânsito (Septran) informa que o município segue as portarias do Governo do Estado, para municípios com risco moderado para Covid-19.”